
Na região existem mais de 10.000 espécies vegetais, uma grande variedade de vertebrados terrestres e aquáticos e um elevado número de invertebrados. Espécies ameaçadas como a onça-pintada, o tatu-canastra, o lobo-guará, a águia-cinzenta e o cachorro-do-mato-vinagre, entre muitas outras, ainda têm populações significativas no Cerrado, reafirmando sua importância como ambiente natural.
Além da biodiversidade, os recursos hídricos da região
ressaltam em quantidade e qualidade: nas suas chapadas estão as
nascentes dos principais rios das bacias Amazônica, da Prata e do São
Francisco.
Apesar do seu tamanho e importância, o Cerrado é um dos ambientes mais ameaçados do mundo. Dos mais de 2 milhões de km² de vegetação nativa restam apenas 20% e a expansão da atividade agropecuária pressiona cada vez mais as áreas remanescentes. Essa situação faz com que a região seja considerada um Hotspot de biodiversidade e desperte especial atenção para a conservação dos seus recursos naturais.
Estudos realizados pelos pesquisadores do
Programa Cerrado da CI-Brasil indicam que o bioma corre o risco de
desaparecer até 2030. Dos 204 milhões de hectares originais, 57% já
foram completamente destruídos e a metade das áreas remanescentes estão
bastante alteradas, podendo não mais servir aos propósitos de
conservação da biodiversidade.
O desmatamento do Cerrado é
alarmante, chegando a 1,5% ou três milhões de hectares/ano. Isso
equivale a 2,6 campos de futebol/minuto. Esforços de todos os setores
da sociedade são necessários para reverter esse quadro.
Fonte: Conservação Internacional.