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Seminário do Forum Florestal Gaúcho debateu dispersão do pinus

Publicado em 03/12/2014 por Kathia Vasconcellos Monteiro.

Controle da dispersão do pinus da Trevo Florestal. Foto: Arquivo Fórum Florestal RS

Aconteceu no dia 03 de novembro de 2014, em Porto Alegre, o II Seminário sobre Monitoramento Ambiental na Silvicultura. Ao invés de focar exclusivamente na realização e análise de resultados de monitoramento, o programa concentrou-se nas ações tomadas a partir do monitoramento, especialmente o manejo da expansão do pinus em áreas naturais invadidas.

Também foram apresentadas informações sobrea implantação das medidas compensatórias relacionadas aos empreendimentos de silvicultura e alguns programas de monitoramento da fauna não condicionados por licenciamento.

A Trevo Florestal, que tem plantios de pinus no litoral sul do Estado deu inicio às apresentações mostrando a retirada da dispersão do pinus em dunas, bem como o plantio de espécies da região realizado pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema), uma ONG ambientalista de Rio Grande do Sul, com o objetivo de fixação dessas dunas. Apesar de estas atividades serem recentes já é possível ver as mudas crescendo.

O técnico mostrou também o trabalho que está sendo realizado para afastar os plantios das áreas de banhados e a instalação de cortina de eucalipto, solicitada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).

Apresentou ainda as várias técnicas para a retirada de pinus:
1) com
roçadeira mecânica, que é utilizada em áreas com maior densidade de pinus e
2) com roçadeira manual, utilizada em locais onde o corte pode ser mais seletivo.

Outra medida implantada é o cercamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) para que o gado não entre nestas áreas.

A Terras Verdes Florestadora, do grupo Isdra, possui fazendas no litoral, serra, sul e centro sul, onde estão se dedicando à adequação de plantios antigos.  Destacaram o anelamento para retirada do pinus em áreas de difícil acesso, mesmo que e método propicie aumento considerável na dispersão de sementes. Relatou a resistência dos lindeiros e comunidade em aceitar o corte de árvores.

A CMPC Celulose Riograndense mostrou os trabalhos cooperativos com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de Santa Maria (UFSM) em ações de conservação da biodiversidade, como as pesquisas sobre o bugio-ruivo, a lagartixa-das-dunas, as aves campestres na região de São Gabriel e o papagaio-charão.

A Irani relatou suas ações para monitoramento e controle do pinus em APPs e o acompanhamento realizado para avaliação dos resultados de cada intervenção nas áreas de Santa Catarina.

A convite do Fórum Florestal Gaúcho o secretário adjunto da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Luis Fernando Perello, apresentou o status da implementação das medidas compensatórias de 05 empresas.

O total dos recursos com destinação já definida é de R$ 7.815.000,00, sendo R$ 3.599.000,00 já em execução é R$ 4.215.000,00 aguardando a aprovação dos planos de trabalho. As Unidades de Conservação contempladas são os Parques Estaduais do Podocarpus, do Espinilho, do Delta do Camaquã e a Reserva Biológica do Mato Grande.

Após as apresentações foi debatida a necessidade de reunir os estudos ambientais na silvicultura usando uma só metodologia, visando um melhor aproveitamento das informações geradas.

Foi deliberada a realização de seminário sobre o CAR no mês de março de 2015 e a participação na Feira da Floresta e Congresso Engenharia Florestal. No segundo semestre do próximo ano o Fórum deve realizar uma saída de campo para visitar, provavelmente, plantios da Florestadora Unidos, na serra gaúcha.

O evento contou com a presença de três ONGs ambientalistas, uma ONG de florestadores, da associação das empresas florestais e 14 empresas.

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