Contribuição do Diálogo para o Código Florestal será tema de palestra na Semana Nacional da Mata Atlântica
Publicado em 17/05/2011 por Miriam Prochnow e Thadeu Melo.

Contribuir com a conservação da Mata Atlântica é um dos objetivos do Diálogo Florestal. Foto: Miriam Prochnow
A contribuição do Diálogo Florestal no processo de revisão do Código Florestal Brasileiro será tema de uma das palestras do primeiro dia da Semana Nacional da Mata Atlântica, que acontece este ano em Curitiba (PR), entre os dias 25 e 27 de maio.
A apresentação sobre o processo de construção das 16 propostas de consenso do Diálogo para o Código Florestal será feita por Beto Mesquita,diretor do Instituto BioAtlântica, e João Carlos Augusti, gerente de Meio Ambiente da Fibria Celulose, ambos membros do Conselho de Coordenação do Diálogo Florestal.
O painel apresentado por Mesquita e Augusti, denominado "Contribuição do Diálogo Florestal à Discussão do Código Florestal" ocorre no dia 25, no eixo "Esforços para a Conservação e Recuperação da Mata Alântica", a partir das 14h30.
Ainda no evento, no mesmo dia, às 20hs, o Diálogo participará do "Lançamento de Publicações sobre a Mata Atlântica", apresentando o Volume 2 da revista Cadernos do Diálogo: "Frutos do Diálogo", versões em português e inglês.
A Semana Nacional da Mata Atlântica é um evento aberto a participação de todos (vide convite) e será realizada no espaço da Rádio e Televisão Educativa do Paraná, Rua Julio Perneta, 695, Bairro Mercês,Curitiba. Confira a programação completa aqui e participe.
Os objetivos da Semana Nacional da Mata Atlântica 2011 são:
1 - Discutir as políticas públicas de conservação e recuperação para a Mata Atlântica e articulação entre os distintos níveis do governo, do setor privado e da sociedade civil bem como convidados internacionais.
2 - Apresentar e divulgar medidas exitosas que estão sendo adotadas para assegurar a manutenção, conservação e recuperação da Mata Atlântica.
3 - Fortalecer e criar redes e intercâmbios, estimulando a articulação entre os distintos níveis do governo, do setor privado e da sociedade civil bem como convidados internacionais.
4 - Celebrar o Ano Internacional das Florestas, os 20 anos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e os 40 anos do Programa MAB/UNESCO
O evento é promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e Governo do Estado do Paraná, com apoio da GIZ, KfW, Funbio, Copel e Fundação O Boticário.
Mais informações:
Núcleo Mata Atlântica e Pampa
NAPMA/DCBIO/SBF/MMA
Fone: (61) 2028-2072 - Brasília -DF
Contatos:
Luciano Filho - luciano.filho@mma.gov.br
Rejane Andrade - rejane.andrade@giz.de
Arquivos anexos
Convite Semana da Mata Atlântica (247kb)
Programação Semana da Mata Atlântica (732kb)
Lizaldo Vieira
31/05/2011
Florestas brasileiras que se danem Lizaldo
Haja matas
Haja rios
Haja biodiversidade
Haja em cios
No ar
Na terra
No mar
Haja vida de viver
Motivos pra sonhar
Haja Poesia
não tem clima
Não rima com lucro fácil
Vão lá e matam
Naõ tem perdão
Tudo é má sorte
Morte
Nas bandas do norte
O Campo tá minado
Com tanta guerra camponesa
Ninguem aguenta
Que pena
Não mais beleza
Era uma vez florestas
Pintando bandeiras
Com cores azuis
Amarelo
Verde cana
Brancas por paz
Pura natureza
Querendo mais felicidade
Saltando aos olhos
Na terra da mulata do condor
Do calor
Só amores de iracema
Nas aquarelas brasis
Agora nem os pampas
Aamazônia
E pantaneiras
Abrem as asas sobre nois
Arbústos robustos
Murcharam
Na linha do Equador
Não Podem pintar direito
Encher de cor
Os campos brasiçeiros
O agro
O fogo
A foice
O machado
A moto serra
São mais poderosos
Junto com ardo moto serra
O podre ar do negócio
Não perdoam
Se manifesta
Já há um novo fogo sobre terra
Semeiando pavor
Por leguas tiranas
Alguma coisa anda fora da ordem
Sem duvidas
Só desordem nas ondas
Na câmara
Pra que água pura
Boa de beber nos rios
Caatingas
Atlânticas
Manguezais
Nunca mais
É o fim
O verde monetário é mais forte
quem nos diz é o Código do nojo
É sangrento
Urubuzda rodeia os mortos
Das florestas
As cores da bandeira não representa
As matas
O amarelo das belezas e riquezas
O vermelho do sangue manchou
Mandou pro beleleu
Como homenagem
Ás tantas vitimas das causa perdidas
Vidas ceifadas
Vencidas
Marcadas sem dúvida alguma
Pela lei do assassino
Do mandante
O crime sempre vence
Foi só mais um casal de castanheiros
Brasileiros
Do mato
Mortos aos montes
Pelo alto grau periculoso do negócio
Consocio macabro
De injustiça
Pistolagem e latifúndio
Imundos
Mais um episódio
Em brancas nuvens
Contado em versos o prosa
Na trágica epopéia
Da sangrenta saga amazônica
Quem canta e não espanta
Esses males
É o senhor Vital Farias
Apesar de fatídicos momentos
A defesa da floresta continuará
Na ordem do dia
No reino de influencias pedradoras
Chico Mendes tá de prova
Naquelas terras sorete
Tem cova
Gente matada
Enterrada
No chão
A história repete se
Com choro
Em couro
Ecoando na terra
Sem lei
Tudo é revolta
Dia a dia
Faltam direitos
Humanos
Ambientais
Sociais
Humanismo por aqui luxo
A vida é lixo
Cristianismo
Brasilidade nem é bom falar
Sobra covardia
Justiça mesmo
Só para quem
Tem $$$$$$$$$$$$$$$$
Nunca chega
Pra Zé vinténs
Lizaldo Vieira
31/05/2011
MOPEC REALIZA ATO CONTRA CÓDICGO FLORESTAL
EM ARACAJU
Ato dia de luto contra as mudanças no Código Florestal
Ambientalistas sergipanos participam sexta-feira (03) de junho de um dia de luto, ato público marcado contra a proposta de reformulação do Código Florestal Brasileiro votada na Câmara dos Deputados, inclusive sendo votada e referendada por 05 dos atuais deputados federais sergipanos, contra os interesses ambientais e sociais do povo brasileiro. Os ecologistas não comungam pacificamente com a lei que modifica com a política ambientam brasileiras e acaba com os rios, mata o que ainda resta de florestas e biodiversidade deixando as futuras as novas gerações sem perspectivas de futuro ambiental
Laércio Oliveira SE Sim
Mendonça Prado SE Sim
Almeida Lima SE Sim
Heleno Silva SE Sim
Valadares Filho SE Não
Andre Moura SE Sim
Márcio Macêdo SE Não
Rogério Carvalho SE Não
A nova versão do Código Florestal é mais atrasada do que textos anteriores, construídos em 1934 e em 1965. O ato será realizado pelo MOPEC- Movimento Popular Ecológico de Sergipe e Fórum de Defesa da Grande Aracaju FDGA, Convocado pelo ambientalista Lizaldo Vieira e acontecera nas imediações da praça fausto Cardoso e calçadão da Rua João pessoa a centro de Aracaju, com afixação de faixa preta nas árvores da praça do povo, alem de distribuição de panfleto mostrando esclarecendo a população sobre os perigos para com o meio ambiente brasileiro, caso continue prevalecendo a proposta do novo código aprovado pelos deputados. A manifestação reuniu ativistas e lideranças de organizações ambientalistas e estudantes na crítica aos parlamentares sergipanos que votaram pela precarização da principal lei ambiental do país. Não aceitar esse Código Florestal da forma como foi aprovado é não permitir que o crime ambiental continue da forma como se encontra no pái
Enquanto manifestações semelhantes são agendadas em todo o país, e cresce em Brasília o clima de pressão em torno do tema junto aos senadores, por uma nova postura dos parlamentares na votação final onde se espera que sejam mais afinadas com as defendidas pelo movimento ambientalista.
As mudanças propostas por Aldo Rebelo e aprovadas são pois reforma para piorar significativamente a legislação ambiental . O texto permite que cada estado defina seus próprios limites. Com isso, na prática, o novo Código Florestal permitiria que cada governos estaduais possam repetir crimes ambientais, ao permite reduzir o limite mínimo de matas ciliares (vegetação às margens dos rios) do parâmetro de 30 a 500 metros para outro de cinco a 30 metros, dependendo da localidade.
O artifício do relatório elaborado por Aldo nos pontos referentes às Áreas de Preservação Permanente (APPs), como morros, encostas, várzeas e margens dos rios. Segundo o atual Código Florestal, elaborado em 1965, o limite de preservação obrigatória nessas áreas, dependendo das condições, varia de 30 a 500 metros. No relatório do deputado, essa margem mínima cai a 15 metros, e o texto ainda dá aos estados a prerrogativa de reduzi-la em 50%, ou seja, cada governo estadual poderia legalizar faixas de proteção com apenas 7,5 metros: “É uma questão de se adequar à realidade. Noventa por cento das propriedades rurais brasileiras já não cumprem as exigências em vigor. E ainda anistia
Outra mudança que preocupa os ambientalistas é a proposta de permissão para a realização de atividades econômicas nas APPs. O Código Florestal em vigor proíbe qualquer atividade econômica dentro dessas áreas, mas o relatório aprovado pela câmara fala na liberação até mesmo de “atividades de larga escala, que poderão ser autorizadas pelo devido licenciamento ambiental”, e também “assegura a manutenção de atividades agropecuárias desenvolvidas nas APPs até 22 de julho de 2008”.
Em nota pública, o MST e a Via Campesina denunciaram que o texto de Aldo Rebelo “atende apenas aos interesses dos ruralistas”, e defenderam a lei em vigor: “O Código Florestal é uma barreira ao avanço do agronegócio porque impõe limites à devastação ambiental na atividade agrícola, com a aplicação da Reserva Legal e das APPs. A flexibilização da legislação ambiental, defendida pela bancada ruralista, é de interesse do agronegócio, das empresas transnacionais da agricultura e do capital financeiro”.
Não aceitamos esse Código Florestal da forma como foi aprovado com tanta descaracterização. A proposta votada no código apoiada pela bancada ruralista é ruim, vai provocar mais desmatamento no país e comprometer a realização das metas brasileiras assumidas na ONU de redução das emissões de CO2 .
Estudos científicos recentes mostram que é possível dobrar a produção no Brasil sem se avançar sobre novas áreas verdes. O importante agora é exercer pressão sobre o Senado para reverter o erro cometido pela câmara federal isso é importante manter a sociedade atenta aos fatos de Brasília, juntar a sociedade do campo e da cidade para defender uma proposta de Código Florestal que defenda uma produção sustentável
Nilson Surdi
08/06/2011
Lutaremos em favor das Florestas até a morte porque vale a pena.
ITB- Instituto Ambiental Terra Brasilis
20/07/2011
Podem contar com o nosso apoio, este novo código florestal é um retrocesso!
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